É difícil dar uma opinião depois de ler tantos discursos polarizados sobre essa obra de ficção, mas faço impulsionada por um ponto de vista bem peculiar. No primeiro momento, confesso que desisti de assisti-lo pois logo nos primeiros minutos entendi ser um filme linear, superficial, sem nenhum plot twist, bem comercial. Deve-se assisti-lo sem pretensão nenhuma, como quem assisti a um filme de sessão da tarde. Contudo, não me surpreendi ao perceber traços de heroísmo feminino, já que os discursos atuais dos contos de fadas são totalmente de desconstrução dos clássicos, invertendo os valores patriarcais com os quais foram apresentados a nós. Essa tendência é tão natural quanto os ciclos da natureza, não entendo porque tantas pessoas se incomodam com isso. Embora tenha muitas cenas forçadas que chega a dar raiva e nos fazer pensar que tal cena seria impossível na vida real, não devemos nos esquecer de que estamos no mundo da fabulação, da FICÇÃO, onde tudo é possível, inclusive as "marmeladas" e isso traz a diversão do filme. Todavia, o que me chamou a atenção (spoiler) é a cena final, onde o dragão fêmea voa ao lado da protagonista, evidenciando ser o arquétipo da princesa que ele mesmo ajudou a construir. A mensagem que eu encontrei no filme foi de resiliência, superação, força, transformação e, claro, sempre lembrar de que o ser humano é o maior predador do planeta Terra.

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